Como superar uma traição?

"Você não é culpado(a) pela falta de fidelidade e lealdade do seu parceiro(a). E quando alguém quer trair, não há nada que você poderia fazer de diferente para impedi-lo(a)".

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(Foto: Reprodução/Internet)
#CaféComAPsico

Esse é um assunto muito delicado, infelizmente comum entre alguns casais e só quem passa por isso, sabe o quão é doloroso esse processo.

A traição não nasce do acaso, tudo começa com brincadeiras, planejamento, articulações para conseguir um tempo com o(a) outro(a), com conversas sejam elas por mensagens, pessoalmente ou com mentiras etc.

Muitas vezes a pessoa que é traída se sente culpada, pensando: “O que há de errado comigo?”, “O que foi que eu fiz ou deixei de fazer pra essa pessoa fazer isso comigo?”, “será que não sou boa o suficiente?”, etc.

Não! você não é culpado(a) pela falta de fidelidade e lealdade do seu parceiro(a). E quando alguém quer trair, não há nada que você poderia fazer de diferente para impedi-lo(a).

Quem trai, não precisa de motivos para isso, traição é uma escolha, as vezes a pessoa faz por aventura, adrenalina, auto afirmação, desvio de caráter e até mesmo para alimentar seu próprio ego, ou tentar “melhorar” sua baixa auto estima.

Quem descobre que foi traído(a) recebe um golpe muito intenso e vários questionamentos são feitos. “Devo perdoar?”, “Devo terminar?”, “Devo me vingar?”, “Será que ele(a) se arrependeu de verdade?” ou “Será que vai fazer isso comigo de novo?”.

Primeiro você precisa ter bem claro o que você quer e o que você aceita numa relação, se a fidelidade e a confiança são essenciais para você, é necessário pensar se conseguirá confiar de verdade de novo. Dependendo da resposta, você já sabe o que deve ser feito.

Recomeçar a vida sempre é possível, cuidando para sarar as feridas, para recuperar a auto estima, voltar a planejar, a sonhar, a pensar de verdade no que você gosta de fazer sem aquela companhia. Além disso, você pode escolher pessoas melhores e compatíveis com você para estarem no seu caminho.

Agora se você aceita o papel de outro(a) na vida de alguém, veja se vale a pena ser segundo plano, ser escondido(a), receber migalhas de afeto, estragar uma família, nunca ser reconhecido(a) e amado(a) de verdade.

“A paixão do momento não vale o inferno de uma vida”.

Autora: Grasiela Siqueira
Psicóloga
CRP 06/119271
grasi.fsiqueira@gmail.com
(19) 99320-2353
Rua Luiz Delbem, 170 – Centro – Americana/SP
Insta: @umapsicologa_me_disse

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