(Foto: Divulgação/Prefeitura de Nova Odessa)

A Vigilância Sanitária de Nova Odessa recebeu na última quarta-feira (01), ligações e mensagens de três comerciantes, reclamando que haviam recebido ligações suspeitas “agendando” uma suposta “fiscalização” em nome do órgão, devido ao descumprimento dos cuidados referentes à Covid-19 nos respectivos estabelecimentos.

A Vigilância Sanitária ressalta que não faz ligações para empresas agendando visitas e que, portanto, trata-se de uma provável tentativa de golpe. “Estão usando o nome da Vigilância Sanitária e ligando para os estabelecimentos, dizendo que estão ‘agendando visitas’. Em seguida, falam que o Google vai enviar um código e pedem para a pessoa falar o número do mesmo. É um golpe. Informamos que a Vigilância Sanitária não liga agendando fiscalização”, explicou a coordenadora do órgão municipal, Méria Brito de Jesus.

“Nós orientamos que jamais as pessoas confirmem dados por telefone, visto que avisamos quando iremos inspecionar um local. E quando precisamos orientar os estabelecimentos, vamos pessoalmente e sem avisar”, disse Méria.

É o terceiro alerta de golpe feito pela Vigilância só neste ano, por isso é importante os cuidados para prevenir esses tipos de atos. Quando receber este tipo de ligação (e antes de informar qualquer código recebido por mensagem), o cidadão ou empresário deve anotar o número do telefone e o nome de quem está falando e informar que vai confirmar a veracidade da informação junto à Vigilância Sanitária do município, através do telefone (19) 3466-1905 ou pelo e-mail visa@novaodessa.sp.gov.br.

A Vigilância Sanitária de Nova Odessa fica na Rua Independência, nº 581, no Centro, e funciona nos dias úteis, das 7h30 às 15h30.

O funcionamento é muito parecido a diversos outros golpes que visam “sequestrar” o número de celular e WhatsApp da vítima, como o golpe da falsa pesquisa sobre medidas de prevenção ao coronavírus, detectado em Americana, e o da “falsa vacinação”, cujo alerta foi dado pela Fundação Procon de São Paulo.

FALSA VACINAÇÃO

Por exemplo, através de denúncias nas redes sociais, o Procon-SP detectou recentemente que o golpe da “falsa vacinação” consiste em disparos de mensagens para um número indeterminado de pessoas, de pretenso representante do “Ministério Público da Saúde”, solicitando a conferência de recebimento de protocolo via mensagem de texto e seu respectivo reenvio por SMS, tudo sistematizado por contato de WhatsApp, com o falso pretexto de agendamento de vacinação.

Após a resposta ao texto recebido, são enviados ao cidadão softwares espiões responsáveis por copiar as senhas de acesso do usuário, possibilitando assim, o cometimento de inúmeros crimes patrimoniais.

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